No passado dia 1 de Julho foi estabelecido um protocolo entre o Instituto Superior de Agronomia e o Fórum Florestal – Estrutura Federativa da Floresta Portuguesa que tem por objecto a coordenação científica pelo Departamento de Engenharia Florestal do ISA do processo de contabilização e monitorização da capacidade de sequestro de carbono pelas áreas florestais ao abrigo da Iniciativa “mitigAC – Acções de mitigação das Alterações Climáticas”.
A Iniciativa “mitigAC – Acções de Mitigação das Alterações Climáticas” promove acções em que as entidades participam voluntariamente para o cumprimento dos objectivos ratificados por Portugal, no Protocolo de Quioto, recorrendo a uma estratégia de marketing ambiental de consciencialização da população e de promoção do desenvolvimento rural, através da promoção da gestão florestal sustentável da região.
O desenvolvimento desta iniciativa permite que os nossos associados possam através de mecanismos recentes e inovadores a nível internacional, em que a tonelada de Carbono armazenada pelas florestas tem uma cotação no mercado, diversificar os serviços nas áreas florestais, aumentar a rentabilidade, minimizando os riscos associados, nomeadamente os incêndios florestais.
As vertentes
1. Vertente Ambiental
Minimização do efeito estufa, com novas arborizações e a melhoria da gestão florestal
Investimento em áreas sensíveis ou de conservação da Natureza
Contribuir para um melhor conhecimento científico do sequestro de carbono pelas espécies autóctones
2. Vertente Social
Os projectos florestais associam uma vertente social, e de dinamização económica local muito forte que se divide em:
Projectos que dinamizam a economia regional, estimulando o desenvolvimento rural
Projectos que podem servirem de acções mobilizadoras de equipa
3. Vertente de Comunicação e Marketing
Os projectos permitem desenvolver uma política de comunicação ambiental e social perante a Sociedade e os clientes.
Os Objectivos
Promoção da gestão florestal e aumento de áreas florestais, regra geral de espécies autóctones, com valor ecológico associado, pouco rentáveis e cujos serviços/produtos gerados são em grande parte de usufruto da sociedade em geral (carbono, oxigénio, paisagem, biodiversidade, património genético, entre outros)
Aumentar a visibilidade, e conhecimento científico, da floresta portuguesa na mitigação das alterações climáticas, quer através da sua capacidade de sequestro de carbono mas também como refúgio de muitas espécies de biodiversidade e no combate à desertificação
Estimular o desenvolvimento rural e a gestão florestal sustentável como principais motores na redução dos riscos da floresta
-
Fevereiro 2012 Seg Ter Qua Qui Sex Sáb Dom 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 EC « Jan
Mar »